Você tem enxaqueca? Saiba como a Nutrição pode ajudar nesse desconforto diário!

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Você sente dor de cabeça insistente todos os dias que interfere nas suas atividades diárias? A alimentação pode ter grande influência na redução destas dores – chamada de cefaleia, veja!
 
A enxaqueca é uma cefaleia primária em que ocorrem episódios de dor intensa e intervalada por períodos sem sintomas, atingindo cerca de 10 a 20% da população. A ingestão de determinados alimentos e os hábitos alimentares são importantes fatores no aparecimento ou na prevenção das crises de enxaqueca. Os indivíduos que possuem maior susceptibilidade podem sofrer um episódio após o consumo de alguns produtos contendo os compostos químicos que interferem na fisiopatologia da doença.
 
A literatura demonstra que diversos fatores nutricionais são apontados como promotores da dor de cabeça. A base do diagnóstico está na relação entre alimentos consumidos e a ocorrência de sintomas. Os alimentos, bebidas e aditivos alimentares mais relatados são: chocolate, queijo, frutas cítricas, bebidas alcoólicas, aspartame, glutamato monossódico, dieta rica em lipídios, laticínios, cafeína e o baixo consumo de água. As bebidas alcoólicas estão entre os fatores desencadeantes mais relatados, principalmente o vinho tinto, graças a grandes quantidades de histamina em sua composição.

Orientação nutricional…
Nesse caso, a orientação nutricional na enxaqueca é majoritariamente a exclusão dos fatores dietéticos que podem levar à ocorrência das crises, como alimentos que contenham tiramina, aspartame, glutamato monossódico, nitratos, nitritos, álcool e cafeína, assim como a utilização de suplementos com magnésio, riboflavina, ácido alfa-lipoico, coenzima Q10, que apresentam resultados interessantes na redução de sintomas.
 
As vitaminas do complexo B, isoladas ou associadas a nutrientes anti-inflamatórios, podem ser utilizadas como coadjuvantes do tratamento da enxaqueca, por participarem dos processos bioquímicos mitocondriais. Estes nutrientes estão presentes largamente em alimentos como cereais integrais, carnes, vegetais folhosos, leguminosas, peixes, feijões, castanhas. A vitamina E também merece destaque, pois atua na formação da coenzima Q10, responsável por promover ação antioxidante a nível cerebral e evitar a formação de radicais livres. Suas fontes incluem óleos vegetais, gérmen de trigo, sementes oleaginosas, vegetais folhosos verde-escuros e alimentos de origem animal.
 
O ômega-3 desempenha uma ação importante no sistema nervoso e por isso pode ser considerável na prevenção da enxaqueca. Seu mecanismo envolve a sintetização dos receptores dos neurotransmissores serotonina, dopamina e noradrenalina, além de possuir ação antioxidante, protegendo o cérebro do estresse oxidativo.
 
A nutrição é essencial para melhorar as condições fisiopatológicas da enxaqueca e merece atenção no atendimento nutricional do paciente com essa condição!



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