Viajar pela Rússia: 5 livros fundamentais para embarcar nessa jornada

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País é sede do maior evento de esportes do mundo e também pode ser explorado através dos livros. A Copa de Mundo de 2018 será na Rússia e é normal, nesta altura do campeonato, que aumente a curiosidade a respeito do país que sediará o evento. Faltam poucas semanas para o torneio e, por conta disso, jornais e programas de televisão preparam matérias sobre o mundo russo. Nossos olhos recebem a grandiosidade da Rússia. Conhecemos a extensão territorial, as peculiaridades da língua, festas populares, principais cidades, entre outros.
Não existe país simples. Por exemplo, como abordar o Brasil? A partir de que aspecto? O Brasil não é para principiantes, assim como a Rússia. E é justamente nessas horas que a literatura pode ser uma ajuda preciosa. Um bom modo de se conhecer um país é conhecer a sua literatura.
A literatura russa é uma das mais ricas do mundo e, ainda hoje, nomes como Púshkin, Gógol, Tolstói, Dostoiévski, Turguêniev e Tchékhov inspiram tremendo respeito. São autores do século XIX. Pode parecer estranho ao leitor de hoje a afirmação de que podemos conhecer a Rússia a partir desses autores. Claro que a sociedade russa do século XXI é diferente da do século XIX. Porém, o fascinante dessa história toda é que, apesar da vertigem do tempo, algumas questões básicas de um povo permanecem inalteradas. É possível entender o Brasil sem o conhecimento da sociedade colonial? Impossível.
Assim, os livros que seguem podem ser boas rotas para conhecermos o mundo russo:
“Almas mortas”, de Nicolai Gógol
Valendo-se de um humor perturbador, Gógol, neste romance, descreve a vida do campo. O livro também é uma aula de sarcasmo e amargura.
“Memórias de um caçador”, de Ivan Turguêniev
Nos contos de Turguêniev, encontramos o tenebroso e o sublime. Não é assim que a Rússia é encarada muitas vezes?
“Anna Kariênina”, de Liev Tolstói
Para muitos, o maior romance de todos os tempos. Um retrato implacável da elite russa.
“Os irmãos Karamázov”, de Fiódor Dostoiévski
Nelson Rodrigues disse, certa vez, que o romance de Dostoiévski comportava todas as contradições do ser humano. Nelson Rodrigues estava certo.
“A dama do cachorrinho e outros contos”, de Anton Tchékhov
As histórias curtas de Tchékhov formam um dos mais importantes mosaicos da história da literatura. Não há camada social ignorada. Em seus contos, ricos e pobres, homens e mulheres, perversos e bondosos mostram toda condição humana.
Boa viagem!
Texto: Nelson Fonseca Neto, professor do Objetivo Sorocaba.



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