A dura jornada da arte

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Nelson Fonseca, professor do Colégio Objetivo, aborda suas diversas formas e manifestações. Centro Infantil do Colégio Objetivo realiza atividades voltadas à arte e estimulam alunos
Foto: Divulgação
Sempre será delicioso acompanhar os primeiros passos de algumas manifestações artísticas. São primeiros passos que costumam ser tumultuados, repletos de obstáculos. Somente depois de muitos atritos essas manifestações artísticas são reconhecidas como imprescindíveis.
O cinema, em seus primeiros anos, não era considerado arte: era mais uma curiosidade que assombrava. Poucas décadas depois, difícil encontrar alguém que se recusasse a reconhecer a importância da arte cinematográfica.
A discussão pode ser ampliada com a menção da fotografia e de alguns gêneros musicais. Por exemplo, Henry Cartier-Brésson, fotógrafo, é considerado um dos grandes artistas do século XX. Todavia, se voltássemos à segunda metade do século XIX, poucas pessoas afirmariam que a fotografia era arte. Quando o jazz floresceu, precisou ficar alguns anos recolhido, sendo alvo de ataques dos mais preconceituosos. Hoje, quem ousaria questionar a genialidade de um Louis Armstrong ou de uma Billie Holliday?
A vida de alguns desenhos animados segue essa toada. Na primeira metade do século XX, pouca gente encontrou nos filminhos curtos e movimentados algo de relevante. Hoje, um Tex Avery, criador do cachorrinho Droopy, é reverenciado. E é reverenciado com todo merecimento.
Felizmente, vivemos numa época que tem valorizado devidamente a arte da charge, do cartoon, dos quadrinhos, da HQ. Já faz um bom tempo que essas manifestações deixaram de ser consideradas secundárias. “Maus”, a HQ de Art Spiegelman, é uma das grandes obras a respeito do Holocausto. As peripécias da Mafalda, do argentino Quino, carregam questionamentos políticos dos mais urgentes. A turma do Snoopy, de Charles Schulz, dá aulas profundas de questões existenciais. A lista é rica.
Cinema, fotografia, música, HQ, quadrinhos, cartoons, charges, desenhos animados: eis uma turma que precisou suar a camisa para receber aplausos. Alguém consegue imaginar como seria a vida sem o Batman, sem os filmes de Hitchcock, sem o Snoopy, sem a Mafalda, sem imagens poderosas? Seria uma vida sem graça, cinzenta.
Quais novas artes nos aguardam na próxima curva?
Texto: Nelson Fonseca Neto, professor do Objetivo Sorocaba.



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