Condomínios de Sorocaba investem em espaços para lazer e higienização dos pets

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Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), calcula-se que os lares brasileiros possuam cerca de 52 milhões de cães e 22 milhões de felinos. Investimento em espaços de lazer para os pets são o novo foco de construtoras
Divulgação
Há alguns anos, possuir animais em condomínios residenciais era limitado ou até proibido. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), calcula-se que os lares brasileiros possuam cerca de 52 milhões de cães e 22 milhões de felinos.
De olho nas inovações, algumas construtoras vêm investindo na implantação de espaços dedicados exclusivamente aos cuidados e entretenimento dos animais nos condomínios. Os espaços variam de acordo com o projeto do condomínio, mas, em geral, oferecem áreas para que o dono possa brincar, passear e até mesmo cuidar da higiene do animal.
Para a gerente de recurso humanos Gisele de Oliveira Cardoso Bautista, que mudou para Sorocaba (SP) com o marido recentemente, a prioridade na escolha do apartamento era encontrar um imóvel com infraestrutura que adequasse bem seus dois pets, Lila e Scoth.
Scoth, Gisele, o marido Felipe e a cachorrinha Lila
Gisele de Oliveira Cardoso Bautista/ Arquivo Pessoal
“Quando eu comecei a procurar um imóvel, era uma preocupação. O local tinha que ter algo de bom, que agregasse e essa foi uma condição, tanto um apartamento que tivesse o espaço adequado para eles, quanto algum tipo de infraestrutura para facilitar o nosso dia a dia”, destaca.
A gerente de RH acabou optando por um condomínio que fica no bairro Campolim, onde há espaços externos para os animais passearem e local reservado para higienização dos animais, como tosa e banhos. “O pet garden serve como um quintalzinho para que eles possam brincar, passear e tomar banho de sol”, conta Gisele.
Scoth e Lila são parceiros de Gisele há oito anos
Gisele de Oliveira Cardoso Bautista/ Arquivo Pessoal
“O espaço voltado para a higiene é uma sala reservada, toda adesivada, e tem uma cuba bem grande e profunda com água quente e uma bancada para dar banho e fazer ali a higiene do seu pet. O que facilita muito”, complementa Gisele.
Espaço destinado à higiene do pet em condomínio do Campolim
Gisele de Oliveira Cardoso Bautista/ Arquivo Pessoal
Facilidade
A estudante Cássia Ramos da Silva, de 25 anos, também é residente de um condomínio que possui o espaço pet destinado à higiene. Ela conta que sua cachorrinha Teka se adaptou muito bem ao local.
“O mais importante do espaço pet para mim é a praticidade e a segurança, eu posso acompanhar o processo de banho, tosa e ter uma pessoa de confiança que cuide do meu pet. Além disso, a Teka já se adaptou. Sabe quando vai tomar banho, circula sem coleira, tem confiança e sabe dos espaços que ela pode frequentar”, afirma.
Cássia e a cachorra Teka em passeio
Cássia Ramos da Silva/ Arquivo Pessoal
Outro ponto abordado por Cássia é a infraestrutura e a comodidade do espaço. “Há menos risco de doenças, pois ela [Teka] não terá contato com outros animais, além de ser menos estressante para o meu pet”, explica a estudante.
Teka no espaço de higiene para os pets
Cássia Ramos da Silva/ Arquivo Pessoal
Além dos espaços para higienização dos animais, outros empreendimentos já visam projetos com áreas de recreação para os pets.
“Hoje em dia muitas famílias tem pets em casa, acredito que as construtoras precisem planejar mais esse tipo de área em seus projetos”, diz Cássia.
Banho e tosa são realizados no local, Teka à direita
Cássia Ramos da Silva/ Arquivo Pessoal
Tendência
Para Alexandre Oliveira, diretor comercial de uma imobiliária de Sorocaba, o espaço direcionado aos pets é uma tendência nova e sua demanda é alta. “Ele [espaço pet] hoje é fundamental, já que todo mundo tem um animal de estimação em casa”, conta.
A procura por imóveis com esse diferencial tem movimentado o mercado imobiliário. “Temos um público variado entre jovens e adultos que procuram por empreendimentos assim, é uma tendência nova. Já houve casos de pessoas que desistiram de locações por não poderem ter o animal no apartamento”, destaca Oliveira.
Já para César Barbosa, síndico de cinco condomínios com espaço pet, incluindo o de Gisele e Cássia, o espaço é necessário, já que o animal faz parte da família. “Hoje o animal é considerado ente familiar, cada condomínio tem sua característica e perfil para adequar às atividades dos pets”, conta.
Nos condomínios que Barbosa administra, o espaço pet é destinado para higiene do animal, mas, segundo ele, os moradores têm interesse na construção de espaço específico para o lazer e entretenimento dos pets. “Já tenho demandas de moradores que querem o espaço de lazer para seus animaizinhos, inclusive, já sugerimos para algumas construtoras a ideia”, explica o síndico.
Veja mais notícias na página do Mercado Imobiliário.
*Colaborou sob a supervisão de Fernanda Szabadi



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